Colheitadeira e Colhedora John Deere 3520

Majô Gonçalves | 05/04/2013 - Atualizado 05/04/2013

Tem simulador que utiliza a mesma tecnologia que treina pilotos para aviação civil e militar

Lançado em outubro, o modelo 2013 da colhedora de cana da John Deere 3520, a mais vendida em todo o mundo, segundo a própria fabricante, ganhou aperfeiçoamentos e nova tecnologia, trazendo mais produtividade, autonomia e economia de combustível. “O novo tanque de 605 litros dá 1 hora a mais de autonomia em relação ao modelo anterior”, afirma Cristiano Trevizam, marketing de produto colheitadeira e colhedora de cana da John Deere. Com o tanque maior, nos períodos de entressafra, há menor contaminação do combustível, provocados por corrosão.

Outras mudanças, como as evoluções no sistema Field Cruise e a função inteligente do extrator primário, contribuem para a diminuição de gasto de combustível, ajustando a rotação do motor e extrator, conforme a necessidade da colheita. O novo Field Cruise, agora, é ajustável de 1900 para 2210 RPM e Poe ser bloqueado pelo supervisor. “O modo inteligente reduz a rotação automaticamente para um valor ajustável quando o elevador está desligado (em manobras, por exemplo) e reduz drasticamente o consumo de combustível”, relata Trevizam. A supervisão também pode bloquear a rotação do extrator para economizar combustível e reduzir perdas. 
 
No modelo anterior, o ventilador do extrator primário podia ter rotação alterada apenas mecanicamente e com a máquina parada, agora o comando é digital e o operador pode escolher a rotação ideal de limpeza. Ele explica que algumas variedades de cana têm muitas folhas, além de variar a quantidade conforme a época do ano. No período mais seco do ano, a quantidade de folhas é menor, com o novo sistema há como obter a velocidade mais adequada para a época do ano e, assim, economizar combustível, sem comprometer a limpeza da cana que  vai para a usina.

Segundo o profissional de marketing da empresa, os novos monitores facilitam a operação com gestão das funções de colheita e motor diretamente nos displays de comando. “No monitor de 7” Touchscreen, o operador pode monitorar e ajustar a maioria das operações de colheita e motor”, comenta. Alertas de códigos de erros avisam o operador de falhas e indicam a solução para o problema. As telas também podem ser personalizadas, com senha de bloqueio para funções gerenciais. “A operação noturna foi facilitada, pois a visualização dos novos monitores digitais é muito mais fácil que a dos antigos displays analógicos”, ressalta. No descanso de braço estão todas as funções disponíveis. 

No display superior do monitor de coluna digital, há informações básicas, como luzes de alertas, setas direcionais e avisos, potência do motor e carga, nível de combustível, temperatura do motor, RPM, indicador de freio de estacionamento e velocidade. Já no display inferior, as informações são da colheita - pressão do corte de base, altura do corte de base, altura alvo do corte de base, velocidade do extrator primário e temperatura do óleo hidráulico. “Pressão e altura do corte de base estão no mesmo lado agora, diminuindo a fadiga do operador”, salienta Trevizam. O indicador de líquido foi substituído por digitais e o cilindro de altura por sensores, aumentado a confiabilidade do sistema.

A nova 3520 também é prática para manutenção porque fica fácil a visualização de diagnósticos e das sugestões de correção, feita diretamente nos novos monitores digitais da cabine. O acesso aos motores do sistema de base da corte também é facilitado. 

A garantia da máquina é de 1 ano ou 1.500 horas, o que ocorrer primeiro. No entanto, pode ser estendida para 3.000 horas, caso o usuário use o serviço de Oil Check.  “Neste serviço, o usuário recebe um kit de coleta de amostra e monitora a qualidade dos fluidos hidráulicos da máquina e, assim, atua de maneira preventiva”, explica Trevizam. 

O custo médio é de R$ 900 mil, dependendo da configuração. 

Para Trevizam, o cenário é otimista. “Como em 2014, será proibida a queima de cana por questões ambientais, o Brasil avança rapidamente para a colheita mecanizada, que hoje já está na casa dos 70%”, afirma. Outro fator que impulsiona a venda é a necessidade de ampliar a oferta de etanol nas usinas, que estão investindo em ampliação de área. Além disso, para aquecer, ainda mais, o setor, o FINAME oferece financiamento com taxas de 2,5% ao ano para máquinas agrícolas, o que esta fazendo com que muitas usinas antecipem seus investimentos no setor.

Simulador: treinamento sem riscos aos operadores
O uso de simuladores já era uma realidade em máquinas de construção civil da John Deere, agora a fabricante lança o equipamento para colhedora de cana. “É o primeiro para máquinas agrícolas da Deere”, diz Cristiano Trevizam, o profissional de marketing da empresa, acrescentando: “Agora, o operador pode ser treinado sem riscos de acidentes, sem gastos com combustível, sem a possibilidade de danificar a máquina e estragar a cana”. Além disso, com o simulador, há redução no tempo de treinamento no campo e possibilidade de treinar durante a safra. 

Baseado na colhedora de cana 3520, modelo 2013, o simulador utiliza controles atuais de colheita e a mesma tecnologia que treina pilotos para aviação civil e militar.

Com o equipamento, o operador poderá ser avaliado quanto à habilidade de manobras, parâmetros de colheita e desempenho em condições de campos diversificados, cana de pé ou deitada, queimada ou crua, em espaçamentos variados. 

O treinamento é composto de dois módulos: aprendizagem e avaliação. Além do treino livre (sem avaliação), há seis lições: Conhecimento dos Comandos, Manobras, Ajuste de Colheita, Colheita – Nível Básico, Colheita – Nível Intermediário e Colheita – Nível Avançado. 

Portátil, o simulador pode ser montado rapidamente em qualquer local. 
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