“Se não fosse o agronegócio, o Brasil estaria quebrado”, diz Xico Graziano

“Se não fossem as cadeias produtivas do agronegócio o Brasil estaria quebrado nesses anos terríveis de crise econômica”. Essa constatação é do professor e ex-secretário de Agricultura e Meio-Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, que vai aprofundar as reflexões sobre o impacto do agro na economia e no dia a dia das pessoas no programa AgroCultura, que estreou recentemente na TV Cultura.

Em entrevista à EaeMáquinas, Xico Graziano disse que o objetivo do programa é exibir os números, realizações, personagens, inovações e desafios do setor. A programação tem 30 minutos, é exibida aos sábados, às 12h30, pela TV Cultura e 140 afiliadas e retransmissoras em todo o Brasil. Com três blocos, é apresentado por Amanda Valeri, com comentários de Xico Graziano e reportagens especiais comandadas pelo jornalista Bruno Faustino.

“A ideia é levar boa informação para um público mais amplo. O Brasil ainda não conhece a força de sua agropecuária moderna; muitas vezes raciocina sobre o rural com os olhos do passado. A TV Cultura tem credibilidade e objetiva contar as boas histórias que brotam no campo, mostrando como funcionam as tecnologias, como vivem os produtores, como o alimento caminha até chegar na mesa do consumidor. A ideia é mostrar as virtudes do agronegócio e defender o homem do campo que, erroneamente, tem sido associado a agressões ao meio ambiente”, diz o especialista.

A razão da importância do agronegócio se justifica pelos números. O setor atingiu seu maior patamar de participação no PIB em 2017, gera mais de 19 milhões de empregos. “A epopeia que acontece hoje no Centro-Oeste brasileiro é semelhante ao que ocorreu no oeste americano. Só o Mato Grosso produz 25% dos grãos da agricultura no Brasil e as pessoas se lembram do Estado quando falam em Pantanal, Bonito e pescarias”, destaca.

Na visão de Xico Graziano, o setor ainda encontra desafios para serem superados. “Faltam marcos regulatórios mais claros, garantir a segurança jurídica no campo, melhorar nossa infraestrutura de logística que é deficiente, aquecer o mercado interno, promover uma renovação dos quadros da produção, investir mais no cooperativismo e no compartilhamento de informações”.

Além disso, o especialista destacou a importância das políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura. “Se o governo somente não atrapalhasse já estaria bom demais. Acreditamos na redução das regulamentações governamentais para podermos crescer com nosso próprio esforço, num ambiente de colaboração entre o setor público e o privado”, destacou Xico.