ZF aposta na ‘Inteligência Artificial’ para chegar à automação de veículo

Durante a CES 2018, maior evento de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas nesta semana, a ZF apresentará os seus próximos passos para chegar à condução autônoma. Os engenheiros da equipe de pré-desenvolvimento da ZF implementaram várias funções de condução em um veículo de teste, atingindo o nível 4: uma condução totalmente automatizada.

Com isso, a ZF demonstra a sua vasta experiência como arquiteta de sistemas para a condução sem motorista e especialmente, detectar e processar dados dos ambientes. O projeto de engenharia avançada também demonstra a eficiência e a praticidade do supercomputador ZF ProAI, apresentado há apenas um ano pela ZF e NVIDIA. Ele funciona como uma unidade central de controle dentro do veículo de teste. Assim, a ZF está adotando uma abordagem modular para o desenvolvimento das funções de condução automatizada. O objetivo é uma arquitetura de sistema que possa ser aplicada a qualquer veículo, além de ser personalizada de acordo com a aplicação, o hardware disponível e o nível desejado de automação.

Implementar os desenvolvimentos para os respectivos níveis de automação é um desafio para a indústria do mundo inteiro: “O vasto campo da condução automatizada é a soma das diversas funções individuais de condução que um veículo deverá ser capaz de ter sem a intervenção humana. E isso deverá ser feito de forma confiável, em condições meteorológicas, de tráfego e de visibilidade diferentes”, explica Torsten Gollewski, head da divisão de Engenharia Avançada da ZF Friedrichshafen AG.

Como parte do veículo de teste, a ZF concebeu um ambiente de desenvolvimento completo e modular, incluindo a arquitetura funcional com Inteligência Artificial. “Por exemplo: nós implementamos uma configuração para funções de condução totalmente automatizada, ou seja, nível 4. Os módulos da configuração podem ser adaptados a uma aplicação específica, de acordo com a abordagem “ver-pensar-agir” da ZF – que auxilia os veículos a terem as capacidades visuais e de pensamento necessárias para o tráfego urbano”, diz Gollewski. A arquitetura flexível também comporta outros níveis de automação em uma vasta gama de veículos. Ao mesmo tempo, fornece informações sobre a configuração mínima de hardware que é essencial para cada nível.

Nos últimos meses, os engenheiros da ZF “treinaram” o veículo para executar diferentes funções de condução. A ênfase especial foi direcionada aos ambientes urbanos, como a interação com pedestres e grupos de pedestres em faixas de travessia, estimativa de colisões, comportamento em semáforos e rotatórias. “Diferente de um deslocamento em uma rodovia ou em uma estrada rural, é significativamente mais complexo, nos cenários urbanos, criar um entendimento confiável da situação atual do tráfego, e isso constitui a base para as ações adequadas de um veículo controlado por computador”, afirma Gollewski.

(Fonte: Assessoria de Imprensa)