Em Congresso em MG, dirigentes do Ibram preveem boas perspectivas para a mineração

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) acredita que a mineração brasileira apresenta perspectivas positivas em termos de geração de negócios. “Temos perspectivas positivas para as próximas décadas e precisamos agir em conjunto para que possamos gerar mais negócios, mais empregos e mais renda para este País”, disse o diretor-presidente, Walter Alvarenga, na solenidade de abertura da 9ª edição do Congresso Brasileiro de Minas a Céu Aberto e Minas Subterrâneas (CBMINA), em Belo Horizonte (MG).

Alvarenga reconhece que o presente é marcado por turbulências na política e na economia, mas afirmou que “a indústria mineral não pode parar e estamos aqui para demonstrar isso a toda a sociedade”. Além do CBMINA, que traça os cenários do setor, Alvarenga lançou ontem a EXPOSIBRAM 2019, que é um dos maiores eventos da mineração da América Latina. Ela será realizada em setembro do ano que vem, na capital mineira.

“Nosso calendário de eventos é uma sinalização para a sociedade de que a indústria mineral está trabalhando para se tornar mais competitiva e gerar cada vez mais benefícios à economia nacional”, afirmou.

O CBMINA é uma realização do IBRAM em parceria com a UFMG. Roberto Galery, Chefe do Departamento de Engenharia de Minas da UFMG, ressaltou a importância desta parceria. “Ela é fundamental para trazer conhecimento atualizado sobre a mineração aos universitários”, ressaltou.

Maria José Salum, diretora do Departamento de Desenvolvimento da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, representou o titular, Vicente Lôbo. Ela lembrou que esteve na equipe que organizou a primeira edição do evento e celebrou o fato de o IBRAM e a Universidade estarem ainda juntos na realização desta nona edição.

“O CBMINA permite mais desenvolvimento para mineração, estimula a parceria entre empresas ao longo da cadeia produtiva e isso gera mais competitividade”, afirmou. Salum falou em seu discurso que o governo federal considera ter conseguido melhorar o ambiente de negócios para a mineração brasileira ao conduzir a regulação do código mineral, criar a Agência Nacional de Mineração (ANM), entre outras ações.

O representante do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, foi o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Luís Gomes Vieira. Ele celebrou o fato de o governo estadual promover a aproximação e o diálogo entre o setor mineral e os órgãos ambientais para facilitar a evolução dos projetos minerários. Ele disse que um dos esforços do governo mineiro é abrir oportunidades para aproveitar os rejeitos minerais pela construção civil, em um primeiro momento. Disse que tem buscado apoio até de empresas chinesas para internalização de know-how sobre o assunto. “É um caminho a seguirmos, de acordo com o conceito de economia circular”, afirmou.

(Fonte: Instituto Brasileiro de Mineração)