Evento em MG reúne entidades de peso da mineração para reforçar ações de crescimento do setor

A articulação do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) com autoridades brasileiras federais, estaduais e municipais, além de organizações e especialistas internacionais em mineração – brasileiros, inclusive – inseriu o Brasil em um movimento global inédito de cooperação, voltada a promover mudanças na indústria da mineração nestes próximos anos.

“Trocar experiências e conhecimentos com especialistas e organizações internacionais é essencial para desenvolvermos modelos de gestão e de operação de empreendimentos minerários que permitam uma nova e marcante evolução da indústria da mineração no Brasil e nos demais países”, afirma o presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Wilson Brumer.

As apresentações e debates do ‘Seminário Técnico Internacional sobre Barragens de Rejeitos e o Futuro da Mineração em Minas Gerais’, realizado em 17 de abril, em Nova Lima (MG), mostraram que a mineração tem futuro assegurado no Brasil e no mundo, desde que direcione esforços para desenvolver tecnologias e inovações, que conduzam o setor a níveis de segurança operacional inquestionáveis. Já os governos terão pela frente o papel de desenhar novas políticas públicas, que sustentem estas iniciativas por parte do setor industrial.

O evento foi realizado pelo IBRAM, com apoio do Governo de Minas Gerais, da Fundação Dom Cabral (que sediou o seminário) e da Federação das Indústrias de Minas Gerais.

Segundo o diretor-presidente do IBRAM, Walter Alvarenga, as manifestações dos ministros Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior (Minas e Energia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente) e dos governadores Romeu Zema (MG) e José Renato Casagrande (ES), no Seminário, explicitaram a vontade política de apoiar a continuidade das atividades de mineração em um ambiente que proporcione sustentabilidade aos negócios. “As autoridades sinalizaram que reconhecem a importância socioeconômica da indústria da mineração para municípios, estados e a União. É uma indústria que sustenta os negócios de uma imensa cadeia produtiva e não pode ser demonizada, mas, sim apoiada para superar gargalos técnicos, e, assim, aperfeiçoar todos os seus processos produtivos”, afirma Walter Alvarenga.

Cooperação internacional inédita no setor

Segundo o Diretor de Assuntos Ambientais do IBRAM, Rinaldo Mancin, o Seminário demonstrou às autoridades e ao público brasileiro os esforços individuais e coletivos de especialistas, organizações internacionais e de governos de várias nações em prol de uma mineração mais segura, responsável, transparente e eficiente.

“A cooperação de estrangeiros e brasileiros nesse sentido é algo inédito na história do setor. Pretendemos evoluir em campos como a geologia, a mineração e o tratamento conferido aos rejeitos. A tendência é que a indústria passe a utilizar cada vez menos as barragens e adote técnicas alternativas. É preciso compreender que essa transição é gradual e passa pelo desenvolvimento de tecnologias, ações econômicas e políticas públicas, de modo a equacionar os interesses envolvidos”, afirma.

O IBRAM, segundo Mancin, participa do Mining Hub  com várias mineradoras e fornecedores do setor e, por meio dele, pretende estimular startups a desenvolverem boa parte das soluções tecnológicas que objetivam aperfeiçoar os processos produtivos da mineração. “Entre eles, a gestão de rejeitos e, inclusive, as alternativas de destinação para esse material. Além disso, o IBRAM articula com a Associação de Mineração do Canadá (MAC), com outras organizações e empresas a elaboração de um guia de boas práticas nessa área”, diz.

Segundo ele, este guia terá seu conteúdo refinado em mais alguns encontros técnicos, como o Seminário realizado em Nova Lima, bem como no Congresso Brasileiro de Mineração (em setembro, em Belo Horizonte). O conteúdo deste guia é baseado na metodologia canadense desenvolvida pelo MAC chamada ‘Towards Sustainable Mining/Rumo à Mineração Sustentável (TSM)’, adotada por vários países. “Esta é uma contribuição que julgamos importante porque adiciona conhecimento externo ao desenvolvido pelos técnicos brasileiros e trará orientações adaptadas à realidade do Brasil”, informa.

(Fonte: Portal da Mineração)