IBRAM, CEOs de mineradoras e EY debatem os maiores riscos para a mineração

Projeções do cenário econômico mundial colocam a mineração como ‘muito importante’ para o desenvolvimento de projetos de diversas naturezas. A perspectiva é de crescimento da demanda por minerais no curto, médio e longo prazos e de evolução nos preços dos minérios de uma forma geral – ainda mais que os investimentos na ampliação da produção não têm acompanhado o ritmo da demanda dos países.

Este posicionamento foi externado na manhã desta quinta (4/7) por Afonso Sartorio, sócio-líder de Mineração e Metais da EY na América do Sul, durante seminário realizado pela empresa em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em Belo Horizonte (MG). O encontro foi realizado no Mining Hub, o primeiro espaço dedicado ao desenvolvimento de inovação para o setor mineral.

A demanda crescente por minérios vai exigir das mineradoras mais atenção e investimentos por minérios com menos impurezas e, para isso, deverá haver uso intenso de tecnologia; além disso, a tecnologia será decisiva para que as companhias sejam mais competitivas em custos.

Presidente do IBRAM defende mais diálogo com sociedade

O diretor-presidente do IBRAM, Flávio Ottoni Penido, falou na abertura do evento sobre o momento turbulento por que passa o setor mineral no Brasil e os esforços das mineradoras em desenvolverem e aplicarem estratégias que tornem a atividade mais segura e, assim, contribuam para que reconquistem a confiança da sociedade. Ele lamentou as propostas que têm sido veiculadas publicamente, como as que equivocadamente defendem a elevação indiscriminada de tributos para a mineração, o que, em vez de ser uma solução, acaba por gerar um cenário de maior insegurança jurídica.

Penido defendeu o amplo diálogo, transparente e claro com a sociedade para que as mineradoras assegurem um horizonte de tranquilidade às suas operações.

Seminário debate transformação digital na mineração

No seminário, a EY e o IBRAM reservaram espaço para debates sobre temas selecionados. Entre eles, a transformação digital, do qual participaram Gustavo Vieira, CIO da Vale, Gustavo França, CIO da Gerdau e Marco Carrete, Gerente corporativo de Tecnologia em Automação da Nexa Resources. Este painel foi moderado por Augusto Moura, sócio da EY para Indústria 4.0.

Para Marco Carrete, da Nexa, a mineradora que não investir na transformação digital terá dificuldades para captar recursos financeiros em bolsas de valores internacionais, condição que já é uma exigência de investidores. Para Gustavo França, da Gerdau, a transformação digital deve ser encarada como estratégia para o negócio das companhias.

Gustavo Vieira, da Vale, falou que a companhia tem como um dos desafios atingir escala global nesta fase de transformação digital para compartilhar soluções mundo afora entre as empresas da corporação – para isso, a Vale investe em hubs de inovação, laboratórios digitais em várias partes do mundo e conectados. Já França mencionou outro desafio: preparar as pessoas (entre os quais, os colaboradores) para o novo momento da jornada da companhia, das mudanças em cada profissão e setores da empresa, como sendo uma oportunidade para todos.

(Fonte: Portal da Mineração)