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‘Drones devem dominar espaço aéreo no campo’, diz SNA

Foi-se o tempo em que os drones eram utilizados exclusivamente para atividades militares e como diversão. Hoje, esses equipamentos estão cada vez mais presentes em diversas atividades profissionais. Prova disso é que, após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovar as regras especiais para utilização de aeronaves não tripuladas em todo o território nacional, no começo de maio, especialistas e entidades do agronegócio já preveem que os agricultores serão os maiores compradores nos próximos anos.

“Com câmeras de alta definição acopladas, os drones registram imagens das plantações que, depois, são analisadas por softwares inteligentes capazes de identificar a presença de doenças, falhas no plantio e até estresse hídrico”, afirma Hélio Sirimarco, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Hélio destaca ainda que os drones compensam o investimento porque essas aeronaves “podem desempenhar diversas funções na fazenda e têm custo relativamente baixo, variando de acordo com o modelo e com as tecnologias embarcadas”.

A Produtora de celulose Eldorado Brasil, por exemplo, adquiriu há mais de 4 anos seus primeiros veículos não tripulados para monitorar florestas de eucalipto. Antes disso, o trabalho demorava cerca de três dias. Agora, segundo a empresa, é feito em até 8 horas. O kit high-tech da Eldorado Brasil inclui drones, GPS e piloto automático.

Segundo estimativas da empresa, cada aeronave consegue realizar 10 voos por dia para cobrir 230 hectares, uma área equivalente a 280 estádios do Maracanã. Os veículos aéreos não tripulados auxiliam em diversos serviços como o acompanhamento de safra, localização de áreas de preservação, vigilância, detecção de incêndios, entre outras atividades.